Redação Conversa Afiada
Amaury volta com a lista
de Furnas. Tucanos, tremei !
- Publicado em 06/06/2012
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O ansioso blogueiro encontrou o Amaury Ribeiro Junior, na redação da TV Record, no exato momento em que, ao telefone, ele tentava falar com a filha do … … … , notável empresária do setor de lavanderia (a seco).
Inútil.
Só dava caixa postal.
Amaury procurava confirmar se o pai dela, notável tucano, estava na lista de Furnas.
Por que, Amaury, você vai mexer nessa caixa de marimbondo ?
Como se sabe, Amaury prepara o Privataria – II , com os documentos que não couberam no Privataria – I , além de outras preciosidades tucanas.
É que, no caminho da Privataria, Amaury entrou na caverna de Furnas.
E se prepara para soltar a bomba.
Vai voar pena de tucano para todo lado: Minas, São Paulo e Rio.
A Lista de Furnas, como se sabe, contém todos aqueles que receberam dinheiro (ilegal) de Furnas para a campanha de 2002.
2002, quando Aécio foi candidato a governador e o Padim Pade Cerra (derrotado) a Presidente.
A lista seria de autoria de Dimas Toledo.
Um laudo da Polícia Federal considerou que:
1)a assinatura de Dimas Toledo na lista é verdadeira;
2)a lista não foi “montada”, “editada”.
Esse laudo é uma – UMA e não a ÚNICA – prova da veracidade da lista.
O laudo foi incorporado à denúncia da Procuradora do Ministério Público Federal, que apresentou denuncia ao Juiz da Segunda Vara Federal do Rio, já que Furnas tem sede no Rio.
A Promotora denunciou peculato, corrupção passiva, e lavagem de dinheiro.
Um deputado estadual de Minas testemunhou que recebeu exatamente o valor que consta ao lado de seu nome na lista.
Disse que pediu o dinheiro para um hospital no Sul de Minas, recebeu o que pediu e mostrou o recibo da doação.
Roberto Jefferson, que só serve para denunciar o mensalão, mas não serve quando diz que não havia mensalão, também confirmou que recebeu de Furnas exatamente o que corresponde ao nome dele na lista.
E os tucanos se estrebucharam.
E resolveram melar as provas (alô, alô, Daniel Dantas !).
Arrumaram uns laudos da lista que mais pareciam a bolinha de papel do Cerra.
E se desmoralizaram quando arrumaram um “perito” americano que se revelou uma fraude.
E tentaram cassar o mandato de Rogério Corrêa, líder do PT na Assembléia de Minas, do grupo “Minas sem Censura”, um dos poucos que não tem medo da irmã do Aécio Neves.
O PSDB pediu a cassação do mandato dele, porque denunciou a lista.
O pedido foi arquivado.
Agora, Corrêa quer ter acesso à denuncia da Procuradora.
E desvendar dois mistérios profundos.
O Juiz da 2a. Vara Federal do Rio se considerou incompetente para julgar, já que Furnas é uma empresa de “economia mista” e mandou o abacaxi para a Justiça estadual do Rio.
Por que seria ?, pergunta-se o Corrêa.
E mais intrigante, ainda.
A Procuradora do Ministério Público Federal, que substituiu a Procuradora que fez a denuncia inicial, não contestou o Juiz.
Será que o brindeiro Gurgel poderia explicar essa aparente omissão ?
Com isso, o abacaxi foi enviado à Justiça do Rio, sem que o MP protestasse.
Como o PSDB tentou envolver Corrêa no escândalo – com o inevitável apoio da revista Veja, o detrito sólido de maré baixa – ele se considera no direito de furar o bloqueio do “segredo de Justiça” para ter acesso, também, à inesperada decisão do Juiz federal do Rio que não quis julgar o caso.
Rogerio Corrêa ganhou na Justiça o direito de resposta contra o jornal O Estado de Minas, que o atacou.
Por enquanto, o jornal, um dos pilares do aecismo cinzento de Minas, prefere pagar a multa diária a publicar a resposta do deputado.
Por que será, amigo navegante ?
E onde entra o Amaury ?
Bem, aí é que palpita o coração tucano, de pais e filhas.
Amaury está na bica para se tornar blogueiro sujo, daqueles que o Cerra não deixa de ler (de madrugada).
A Procuradora Federal assegurou que a lista é UMA das peças da denuncia.
Quais são as outras provas ?
O que provam ?
Quem inculpam ?
Tchan, tchan, tchan, tchan !
E mesmo que o Juiz estadual do Rio devolva ao Juiz federal – e isso tome outros cinco anos – o Amaury está aí, ao telefone.
Esse Amaury …
Paulo Henrique Amorim














O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) encaminhou uma série de recomendações ao Brasil. Ao todo foram propostas 170 medidas. Algumas, polêmicas, como a supressão da Polícia Militar (PM). Outras absolutamente necessárias, como dar um fim nos “esquadrões da morte”, herança maldita da época da ditadura que insiste em se manter entre nós, assassinando principalmente pobres negros e mulatos das periferias nas grandes regiões metropolitanas.

Naelson Correia Guimarães é um desses comunistas da velha guarda que retratam o que há de melhor na esquerda. Combatividade, esperança, lealdade à causa e uma juventude que contrasta com os 90 anos registrados em sua carteira de identidade. Ex-conselheiro municipal e estadual da saúde, Naelson não perdeu o vigor da militância, nem depois de sofrer várias pontes de safena ao longo da vida. Para este aguerrido senhor, que viu duas ditaduras – a de Getúlio Vargas e a dos Militares – a eleição de Dilma Rousseff à presidência é um tremendo avanço para a sociedade brasileira.