domingo, 29 de abril de 2012

Sem Civita e Marinho CPI será uma farsa


Paulo Henrique Amorim, Conversa Afiada
“Chegamos à beira do precipício.

Se o Robert(o) for depor o PiG dá o Golpe.

E ainda se diz que isso aqui é uma Democracia !

(Na Argentina, expulsaram o Cesare Civita.)

O Demostenes é gato morto.

O Perillo é gato morto.

Da Delta o PiG (*) fez um gato morto.

Dez Agnellos não valem um José Dirceu.

Quem tem que ir para o banco dos reus são o Robert(o) Civita e os filhos do Roberto Marinho.

Os filhos do Roberto Marinho se reduziram a um “qualificado mensageiro”.

Imagine, amigo navegante, se o Dr Roberto teria um “mensageiro qualificado”.

Se estivesse ameaçado de subir ao banco dos reus, o Dr Roberto já tinha invadido pessoalmente o Palácio do Planalto há muito tempo.

E por que os quatro, juntos, de mãos dadas, o Robert(o) Civita e os tres filhos do Roberto Marinho precisam subir à forca ?

Porque eles são a corda e a caçamba.

O jn não tem produção própria.

A Veja não tem repercussão nacional.

O crime organizado se organiza na Veja e se expande no jornal nacional, na liturgia trevosa de seu Cardeal Ratzinger, o Ali Kamel.

O jn transforma em Chanel # 5 o detrito solido de maré baixa da Veja.

Foi assim na cena da corrupção dos Correios – com que a TV Record melou o mensalão - e no grampo sem audio (que o Luiz Fernando Correa não achou até hoje).

O mensalão – que está por provar-se – e a prisao do Daniel Dantas – “chamar o Presidente às falas”- foram os momentos mais próximos da desmoralização do Governo Lula.

Esta não é a CPI do Demóstenes – que já morreu.

Esta é a CPI da Veja.

Esta é a CPI do PiG (*), do Golpe que a midia nativa põe em marcha, sempre.

Se não for a CPI da Veja (e da Globo), não será.

Arrastará o PT e seus aliados ao deboche.

O PT tem medo da Globo.

O Brizola não tinha.

E contra o Dr Roberto se elegeu duas vezes governador do Rio.

E chamava o PT de UDN de tamancas.”

Demóstenes Torres deveria  pedir desculpas "em nome do povo brasileiro", no encontro, pela não extradição de Cesare Battisti.



O bicheiro Carlinhos Cachoeira também atuou como uma espécie de "Chanceler" informal do DEM (ministro informal das relações exteriores para o senador Demóstenes Torres).

Em junho de 2011, através de uma conhecida, o bicheiro articulou um convite do então primeiro-ministro Silvio Berlusconi para receber Demóstenes Torres (ex-DEM) na Itália

O deferência teria uma contrapartida imprópria para a soberania nacional: Demóstenes se abaixaria" diante de Berlusconi para pedir desculpas "em nome do povo brasileiro", pela não extradição de Cesare Battisti. O senador concordou e disse: "Faço isso com o maior prazer".

O plano de Cachoeira previa avisar a velha imprensa brasileira, para ampla cobertura:

Poucos dias antes deste telefonema, Demóstenes havia feito um discurso na tribuna do Senado bajulando Berlusconi:  Pediu desculpas à nação italiana pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de não extraditar Cesare Battisti.

Demóstenes pede desculpas a Cachoeira por ter de ir a aniversário da mulher de Gilmar Mendes: 'É que esse relacionamento é bom pra gente'


Por que seria bom para o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o senador Demóstenes Torres ter um bom relacionamento com o ministro do STF Gilmar Mendes?

Imagem retirada de trecho do inquérito do STF, publicado na íntegra pelo Brasil 247, e que pode ser consultado aqui.

A imagem é de trecho do volume 5, páginas 187, 188.

O triunfo da verdade põe #VejaGOLPISTA no TT


Neste sábado, a revista da Abril fez uma leitura particular do inquérito sobre a Operação Monte Carlo e seu julgou inocentada; nas redes sociais, a interpretação foi totalmente distinta; Roberto Civita tem um sério problema de credibilidade; fãs da revista reagem com #VejaNelles; batalha animada
Brasil 247
Desde a noite desta sexta-feira, quando o Brasil 247 publicou com exclusividade o inquérito relacionado à Operação Monte Carlo, internautas do Brasil inteiro começaram a garimpar informações ainda não divulgadas pela imprensa. Muitos se focaram nas relações entre o bicheiro Carlos Cachoeira e a revista Veja – cuja parceria editorial, com benefícios empresariais e políticos, fica evidenciada em vários trechos.
Neste sábado, Veja fez uma leitura bem particular do relatório. Por meio do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), noticiou que o documento esvazia a possibilidade de uma “CPI da mídia”. E, através do blogueiro Reinaldo Azevedo, que escreveu o texto “O Triunfo da Verdade”, defendeu a tese de que ratos, obscurantistas e inimigos da liberdade estariam combatendo o bom jornalismo investigativo praticado pela revista.
Pois, neste sábado, a hashtag #VejaGOLPISTA alcançou o topo dos assuntos mais comentados no Twitter global. Internautas do Brasil inteiro se mobilizaram para protestar contra os métodos utilizados pelo carro-chefe da Abril, empresa de Roberto Civita. Mais tarde, fãs da publicação reagiram com a hashtag #VejaNelles, que também entrou nos TTs. Porta-voz da publicação, Reinaldo Azevedo publicou novo texto acusando José Dirceu de comandar um movimento organizado na internet contra a imprensa livre.
A batalha envolveu milhares de tuiteiros, mas o fato é que Veja se vê hoje diante de um problema sério de imagem. Ninguém é contra que Veja ou qualquer outro veículo de comunicação fiscalize o poder e faça jornalismo. O problema ocorre quando o jornalismo é colocado a serviço dos interesses de um contraventor.”
Matéria Completa, ::Aqui::

sábado, 28 de abril de 2012

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CUTUCANDO DE LEVE: Depois da revista Veja,a Isto É - e o jornalismo s...: A revista Isto É claramente está aproveitando o episódio Cachoeira para tentar jogar lama na Satiagraha.  Nada de se admirar, já que...

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CUTUCANDO DE LEVE: O Globo Corrupções Ltda está acuado e tenta sair d...: O Globo Corrupções Ltda esconde a Veja e o Correio Braziliense se esconde O Globo Corrupções Ltda atua da mesma maneira de sempre...

Uma bomba para “Poli” detonar na Veja

Uma bomba para “Poli” detonar na Veja Foto: Divulgação

13 de maio de 2009: Cachoeira, Dadá e Demóstenes planejam matéria de Policarpo, o “Poli”, na Veja, revista da Abril, comandada por Fábio Barbosa

28 de Abril de 2012 às 12:16
247 – Com a ajuda dos internautas, o 247 começa neste sábado a interpretar diálogos contidos no inquérito sobre a Operação Monte Carlo. Abaixo, uma conversa entre Carlos Cachoeira e Demóstenes Torres, onde se planeja uma reportagem na revista Veja. “Chico” é o apelido usado por Cachoeira para se referir ao espião Dadá. “Norton” é Norton Luiz, assessor da Polícia Civil de Goiás. “Aredes” é Aredes Correio Pires, ex-corregedor de Segurança Pública de Goiás. “Poli” é Policarpo Júnior, diretor da sucursal brasiliense da revista Veja. “C” é Cachoeira. “D” é Demóstenes. O objetivo é comprometer o secretário de Segurança Pública. A dica veio do tuiteiro @baraodiario.
D: Fala professor
C: E ai doutor? Tudo bem?
D: Tô aqui com nosso amigo Chico, e ele ta entregando aqui a relação
do pessoal, que eu vou passar pro repórter lá. Só que o repórter ligou
ontem lá pro Diretor e ele não atendeu, e passou para o Norton,
assessor de imprensa. Então já tá indo com espírito de fuder com o
Diretor. Podia falar pro "homem" atender ele, que ele quer detalhes,
não quer saber de operação da Polícia Civil não. Quer detalhes, quer
enaltecer o trabalho da Polícia. Agora se ficar enrolando ele, aí pronto!
Você conhece o homem.
C: Não, mas fala pra ele não fuder o "rapaz" não. Eu vou tentar falar
com ele hoje. Ele não vai atender não, porque ele tá cagando de medo,
eu nunca vi isso. Eu vou tentar falar com ele agora na hora do almoço,
já te falo aí.
D: Beleza, manda entregar os documentos. Manda...fazer...pô, o cara
começa o procedimento e depois para. Aí o sujeito.... cê vê como é que é
né? O sujeito tá com raiva do negócio, porque se não era pra fazer, a
gente não comunicava ao sujeito ué. Ficava do jeito que tava. Agora ta
totalmente envenenado. Me ligou ontem: "pô o cara não me atendeu,
você falou que...". Eu disse "olha, eu falei... o cara lá recebeu uma
contra ordem, então não sei como é que é não. Eu não sei. Vou tentar te
ajudar aí né?" Agora precisava falar com ele. Esse trem começou não
tem jeito de interromper né?
C: Tá uma série de acusações contra o Secretario de Segurança Pública
saindo no Correio Brasiliense, não sei se você ta vendo aí, pegou
aquele Ricardo Rocha, e pôs lá em Formosa, o homem tá matando todo
mundo. Joga a culpa aí no Secretario aí, manda ele fuder o Secretario.
O Secretário é que tá tolhindo ele de fazer isso aí, até que vontade ele
tinha, viu?
D: Pois é, nós podemos fuder o Secretário. Agora, manda o cara passar
os documentos e manda ele explicar, mesmo que ele não apareça na
reportagem nem porra nenhuma. Que aí a gente dirige para o
Secretário, eu falo com ele uai. Agora tem que ter o material na mão. Se
não... Ele que tem o material na mão, quem é que vai se fuder? Ele! Faz
uma denuncia dele contra eles, na segunda-feira o Cidinho tá
demitindo o homem. Cagão do jeito que é!
C: Exatamente. Vou falar com ele aqui hoje, ok doutor?
Falou 'mestre'. Um abraço.

1D MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
10
Outro, tchau.
13/5/2009, às 9:22
HNI: Só um minutinho que que que o professor tá aqui
C: Oi doutor.
D: Fala mestre. O Policarpo
C: Que que tem o Poli?
D: É o Poli. ta aí, o Aredes se recusou a recebê-lo. O Norton disse que é
tudo mentira, que não tem nada disso, e aí ele resolveu explodir o cara.
Ele me ligou e falou: "esse cara é vagabundo, e tal..." e eu falei "não,
espera um pouco aí...". Você podia interferir, as vezes o cara resolve, e
fala logo, fala em off. Fala pra ele que é de confiança o homem, você
sabe que ele nunca furou com a gente, uai. Agora se ficar um contra o
outro é diferente né?
C: Vou falar com ele, marquei 7 horas da noite. Tem que guentar a mão
aí.
D: E ele ta aí em Goiânia, puto da vida. Acabou de me ligar.
C: Tá, já vou olhar aqui.
D: Então falou, um abraço

Mauro Santayana: AS NOVAS ESTRATÉGIAS NEOCOLONIAIS E A ALIANÇA DO PACÍFICO

Written By ronaldo - livreiro on sexta-feira, 27 de abril de 2012 | 23:55


Mauro Santayana

Com a queda do muro de Berlim, vicejou a teoria, em meio a certos “pensadores” ocidentais – festejada e divulgada por diferentes grupos de comunicação - de que chegáramos ao “fim da história”, com a imposição definitiva do ideário neoliberal em um novo mundo, de permanente “Pax Americana”. Nesse período, que durou até a chegada do novo milênio, o Ocidente achou que poderia redividir o planeta e a Espanha alimentou, baseada em sua súbita e artificial prosperidade, o sonho neocolonial de promover nova reconquista no espaço geopolítico latino-americano.

Para isso, a diplomacia e os ”think-tanks” espanhóis resgataram até mesmo um velho termo, a “Íbero-américa”, um continente mítico que, começando nos Pirineus, chegaria até a Terra do Fogo, englobando a Espanha, Portugal, México, a América Central, e todos os países da América do Sul, até os limites do Estreito de Magalhães.

Transformados, de repente, em novos-ricos – esquecendo-se de que sua qualidade de vida assim como o relativo poder de suas empresas advinha de bilhões de euros em ajuda da União Européia para o desenvolvimento, repassada pela França e a Alemanha; e de dinheiro barato, a juros baixíssimos, emprestado a seus bancos pelo Banco Central Europeu - a Corte, os banqueiros, os políticos neo-liberais espanhóis e os aventureiros de ocasião se lançaram, com o ânimo de um Cortez, ao saqueio da América Latina.

O estrangulamento da maioria dos nossos países pela inflação – e por dívidas questionáveis -, e a ausência de iguais condições de acesso a crédito farto e barato por parte do nosso empresariado levou ao maior processo de desnacionalização da história.

Um processo que foi trágico para a iniciativa privada, com a entrega de empresas centenárias e de sua tecnologia para estrangeiros como aconteceu com a Metal Leve, do saudoso José Mindlin, por exemplo. Mas que foi muito pior, e particularmente nefasto, no setor público, no qual novos cruzados ibéricos como Emilio Botin, do Santander, Antonio Brufau, da Repsol, Cesar Alierta, da Telefónica e oportunistas como Gregorio Marin Preciado – alguns deles hoje investigados por sonegação de impostos e lavagem de dinheiro - contaram com a abjeta e interessada cumplicidade dos colaboracionistas de sempre para o desmonte, esquartejamento e desnacionalização do patrimônio nacional e dos nossos ativos estratégicos.

No Brasil, está provado, hoje, que os excitados seguidores do Consenso de Washington gastaram mais dinheiro (engordando as galinhas para a entrega às raposas durante a “preparação” das estatais para a privatização) do que arrecadaram, para o Tesouro, com os leilões dessas privatizações.

Alegou-se à época, que seria abatida a dívida pública, mas a relação dívida/PIB praticamente dobrou em oito anos. Foi dito que o preço das tarifas ia diminuir para o consumidor, mas em telefonia ou banda larga, por exemplo, pagamos, segundo instituições internacionais, as mais altas faturas do mundo. Isso sem falar, em primeiro lugar, da péssima qualidade dos serviços - que já levou à proibição da venda do Speedy da Telefónica em São Paulo durante algum tempo.

Quem quiser confirmar o extravagante e nocivo conteúdo da Lei Geral de Telecomunicações - aprovada no governo FHC e voltada para penalizar o tempo todo o consumidor - que se informe na ANATEL, ou tente resolver algum problema – por telefone -com a sua operadora. A Lei prevê até mesmo orelhões que não “precisam” completar chamadas interurbanas. E nem é necessário falar da propalada universalidade de acesso à telefonia e à internet. Quem mora no interior, que se habilite.

Outro argumento da época era o da existência de “cabides de emprego” nas estatais. Neste quesito, basta lembrar que Antonio Carlos Valente, Presidente da Vivo no Brasil, foi um dos homens que comandou, desde o início, a privatização da telefonia em nosso país, e um dos primeiros conselheiros da ANATEL - criada justamente para fiscalizar seus futuros patrões. E que o genro do Rei da Espanha - que, como entendido em telecomunicações é um excelente jogador de polo - encontra-se “pendurado no cabide” no Conselho da Telefónica do Brasil, ganhando, há muito tempo, dezenas de milhares de euros por ano.

A farra privada com as estatais foi tão grande, e os ganhos tão fartos, que Francisco Luzón, o “executivo” do Santander que comandou o processo de aquisição do BANESPA, aposentou-se há poucos meses, levando para casa, como recompensa por seu trabalho na América Latina, uma gratificação de 70 milhões de euros, ou a módica quantia de 175 milhões de reais.

Na telefonia, no petróleo, no sistema financeiro, a tática espanhola é investir o mínimo e levar o máximo de lucro para a Europa. Se for preciso colocar dinheiro, que outros o façam, como ocorreu com Santander Brasil, que quando precisou levantou dinheiro no nosso próprio mercado com uma OPA : e com a Repsol do Brasil que vendeu parte do capital para a SINOPEC chinesa.

Precisou de recursos para cumprir sua obrigação: investir em expansão da infraestrutura, por exemplo? Pegue-se com o BNDES, a juros subsidiados, como aconteceu como a Vivo no ano passado que recebeu do nosso principal banco de fomento três bilhões de reais emprestados. Sem deixar, nem por um momento, de enviar, para a matriz, suas remessas de lucro de bilhões de euros por ano.

Pois é, como dizem os italianos, tanto trovejou, que chove. A Argentina se cansou do descaramento das empresas espanholas. Transformada - graças às privatizações - de nação produtora em país importador de petróleo, resolveu retomar o controle da YPF, Yacimientos Petroliferos Fiscales, desnacionalizada no governo neoliberal de Carlos Saul Menem.

O de Cristina Kirchner interveio na empresa na semana passada, destituindo os “executivos” espanhóis da Repsol e trocou a segurança do prédio. Os bons moços, como abutres, “secaram” os poços que encontraram funcionando quando compraram a empresa, mandando os lucros para o exterior, sem arriscar um centavo de peso para explorar novas reservas.

Com um risco-país de quase 500 pontos, o povo espanhol se encontra acossado pela desastrada situação em que o meteu a incompetência de sua elite dirigente. Mesmo assim, a direita conseguiu se eleger, usando a xenofobia para colocar a culpa não nos banqueiros, mas na imigração. E trata de ir, agora, ainda mais fundo contra os cidadãos, retirando e ”flexibilizando” os direitos dos trabalhadores, na saúde, na educação e no trabalho.

O Governo do Primeiro-Ministro Mariano Rajoy - como o rato que ruge – ameaçou agir com “contundência” e afirmou que a decisão da Presidente Cristina Kirchner acarretará para a Argentina, “duras consequências”.

Como a Itália, no caso Battisti, a Espanha pediu ajuda da Comunidade Econômica Européia, que - com exceção de algumas declarações protocolares – lavou as mãos e disse que não existem tratados que lhe permitam interferir no assunto, que deve ser visto como uma questão bilateral.

A mídia ocidental exerceu – com alguns de seus representantes locais – seu direito de espernear. Em visita ao Brasil, Hillary Clinton afirmou que a Argentina deve “justificar e assumir sua decisão”, e, coerente com a cantilena – tão desfiada e tão pouco praticada pelos EUA – de defesa do “livre mercado”, lembrou que em energia e commodities a liberdade é o melhor modelo de concorrência e acesso ao mercado.

A Espanha, no entanto, ficou decepcionada. Seu Ministro das Relações Exteriores disse que esperava mais de seu “aliado” norte-americano, ao qual seu país tem sido tão subserviente nos últimos anos, participando, entre outras coisas, de operações militares na Libia e no Afeganistão. E acabou reconhecendo o fato de que os Estados Unidos, atualmente, “tem os seus próprios interesses na Argentina”.

Com 23% de desemprego, um alto déficit em suas contas públicas, que a UE já reconheceu que o país não conseguirá diminuir antes de 2017; uma dívida externa de 165% do PIB (a do Brasil, por exemplo, é de 13%); 80% de dívida interna líquida (a do Brasil é de 39%), e cerca de 30 bilhões de dólares em reservas internacionais (as do Brasil são de 12 vezes mais, ou 371 bilhões de dólares); o governo espanhol está aproveitando o episódio da Repsol para tentar desviar a atenção da opinião pública dessa realidade.

Os maiores jornais tem apresentado, em seus editoriais e na cobertura do fato, a expropriação da empresa petrolífera como um insulto, uma agressão e uma traição à Espanha . Assim como aconteceu no caso da adoção de medidas de reciprocidade - para a entrada de cidadãos espanhóis no Brasil - por parte das autoridades brasileiras, agora, na rede, grande número de internautas prega que as empresas espanholas demitam todos os empregados argentinos na Espanha. Alguns, também a exemplo do caso brasileiro, exigem que se promova a expulsão de todos os imigrantes argentinos que vivem naquele país, esquecendo-se da solidariedade argentina no século XX, e do fato de que muito mais espanhóis vivem hoje na Argentina, do que argentinos na terra de Cervantes.

Mas, uma minoria se pergunta, ironicamente, quantos acionistas da Repsol há entre os que estão defendendo a empresa. Lembram que a empresa, há muito tempo, já não pertence ao povo espanhol; que no seu capital há participação chinesa ; de fundos de investimento dos Estados Unidos; e de “investidores” que enriqueceram, suspeitamente, nos “anos dourados” - e que também são responsáveis pela crise em que se encontra mergulhado o país.

A aparente indignação do governo espanhol, portanto, está dirigida não à defesa dos interesses da nação ou do povo, mas de “investidores” privados. Moral para questionar a decisão argentina, o Reino da Espanha não tem. A Constituição Espanhola, em seu artigo 128, reza que:

“Toda a riqueza do país em suas distintas formas e seja qual seja sua titularidade está subordinada ao interesse geral. Se reconhece a iniciativa pública na atividade econômica. Mediante a lei se poderá reservar ao setor público recursos ou serviços essenciais, especialmente em caso de monopólio e, assim mesmo, acertar a intervenção em empresas quando assim o exigir o interesse geral.”

Com decrescente influência na América Latina, se é que teve alguma nas últimas décadas, a Espanha busca aliados aonde pode. O Presidente Felipe Calderón, do México, manifestou-se em Cartagena, e no “Forum Mundial na América Latina”, em Puerto Vallarta, onde recebeu o Primeiro-Ministro espanhol, contra o “protecionismo e as nacionalizações”. No caso de “protecionismo” mandou um recado ao Brasil, que exigiu a imposição de quotas de importação para veículos mexicanos, depois da valorização do real com relação ao peso em 88% em dez anos, e também depois que terceiros países passaram a mandar suas autopeças para juntá-las no México para burlar as leis brasileiras e entrar no nosso mercado automobilístico, que já o quarto maior do mundo, sem pagar tarifas de importação. O alerta quanto às “nacionalizações” estava dirigido à Argentina. A Pemex mexicana possui quase dez por cento da Repsol, e, com figuras como Carlos Slim - dono da America Móvil e homem mais rico do mundo – o México foi o único país na América do Sul, além do Chile, que se aproveitou das privatizações nos anos 1990, na América do Sul.

México e Espanha precisam muito mais do exterior do que o Brasil, no qual a corrente de comércio não chega a 13% do PIB. No entanto, o fato de depender em mais de 90% de suas exportações para os Estados Unidos e de ser um país que “maquila” - devido aos seus baixos salários - produtos destinados aos norte-americanos, limita a possibilidade do México adotar uma política comercial soberana e independente. E o mesmo acontece com a Espanha, que há muito abdicou de sua soberania, submetendo-se, na economia e no comércio às decisões e regras da União Européia.

Fracassada a tese da “ibero” América - a última cúpula “iberoamericana” realizada no final do ano passado em Assunção, no Paraguay, brilhou pela ausência de 16 dos 22 presidentes convidados, que deixaram plantados a ver navios o rei Juan Carlos e Zapatero - a Espanha, junto com os Estados Unidos, aposta, agora, na “Aliança do Pacífico”.

A intenção é usar o México para cooptar governos de corte mais neoliberal, como a Colômbia e o Chile, para se contrapor, junto com o Peru, e observadores como Panamá e Costa Rica, ao processo de integração continental capitaneado pelo Brasil, em organismos como o Mercosul, a UNASUL e o Conselho de Defesa Sul-americano.

Este último movimento da estratégia neocolonial parece, no entanto, também estar condenado ao fracasso. O presidente peruano Omanta Humalla não demonstra entusiasmo pela iniciativa, lançada pelo seu antecessor, Alan Garcia, e já disse que não vai participar da primeira cúpula presidencial do grupo, marcada para junho deste ano, em Santiago do Chile.

935 blogueiros prestigiam o 2º WebFor

O 2º WebFor - Fórum de Comunicação Digital, mais conhecido como Encontro de Blogueiros Progressitas reuniu mais de 935 blogueiros de todos o Brasil, 17 Estados, Alemanha e Nova Zelândia, além de 60 Municípios do Estado do Ceará. O evento ocorreu no dias 13, 14 e 15 de abril, no Gran Marquise Hotel(5 Estrelas). O tema central foi o Marco Regulatório das Comunicações, que despertou a ira da Folha de São Paulo e da revista Veja que enviaram seus correspontes para cobrir o evento. No primeiro dia, todas as Emissoras de Televisão como a Verdes Mares(afiliada da Rede Globo), Jangadeiro(afiliada da BAND), Nordeste TV(afiliada do SBT), TV Diário fizeram a cobertura. Vejas algumas fotos:
 

Como explicar sexo para o seu filho em linguagem atual

Sugestão do Carlos Cassaro, do Boteco de Aeroporto.











Atleta acusa o programa ‘Caldeirão do Huck’ de não honrar com prêmio de concurso


O atleta Wilson de Melo fez um enorme desabafo em seu Facebook onde acusa o programa 'Caldeirão do Huck' de não honrar com o prêmio do concurso em que ele foi o vencedor.

Veja o que o rapaz falou:

"No dia 24 de abril de 2010, o CALDEIRÃO DO HUCK promoveu o concurso HARLEM GLOBETROTTERS BRASILEIRO que elegeu um brasileiro para fazer parte da equipe norte americana de basquete. Me tornei o campeão da competição que foi transmitida em rede nacional pela Rede Globo, mas dois anos depois, ou seja, exatamente HOJE, não assinei nenhum contrato internacional com os Harlem Globetrotters como havia sido prometido no programa Caldeirão do Huck pelo próprio apresentador, LUCIANO HUCK.
As organizações promotoras do evento prometeram que eu iria morar, estudar e fazer turnê com os Harlem Globetrotters nos Estados Unidos por um ano, com tudo pago e remuneração. Com base nessas promessas, desfiz-me de todos os meus bem materiais, fiz uma enorme despedida com os amigos e familiares e me preparei fisicamente para representar o Brasil, e fiquei aguardando um posição das organizações promotoras do concurso para partir e iniciar o sonho de viver do basquete.

Infelizmente, nada que foi prometido se realizou. Passei por muita humilhação durante a turnê no Brasil por organizadores do concurso.Tenho gravações absurdas dos organizadores falando coisas que ficariam chocados em ouvir. É muito triste toda essa situação, é muito humilhante para qualquer atleta.

Mas agora o que me resta é compartilhar a minha história com todos vocês, sem vergonha, medo ou qualquer arrependimento. Quero que as pessoas que torceram por mim no dia do concurso e as que se orgulharam da minha conquista como brasileiro saibam de todo o ocorrido. Até porque não fui o único encanado em toda esse história, mas vocês também.

O sentimento de frustração é muito grande, só que a vontade de viver e seguir em frente supera muito mais esse sentimento ruim. Sim, me tornei vítima de organizações que buscaram mais promover uma marca do que realizar o sonho de um garoto, embora assim tenham prometido.

Caso você não compactue com essa injustiça, compartilhe esta história, para que mais sonhos não sejam frustrados de forma leviana e irresponsável, tratados como meras mercadorias a serviço de grandes lucros.

Pois é gente, no mundo de negócios, talento não é suficiente. Muito triste isso."

Confira os vídeos que mostram Wilson sendo campeão: Vídeo 1 - Vídeo 2

Conhecendo a honestidade e o caráter que o apresentador Luciano Huck demonstra em sua brilhante carreira, vamos aguardar o que ele vai dizer.

SÃO BANDIDOS

Essa gente é louca,  é a gentalha do bato, arrebento e mato.  Arthur Virgílio e ACM Neto  já ameaçaram no passado dar "uma surra" no presidente Lula. Agora o Demóstenes  Torres  junto com o  seu sócio Cachoeira, chama o PGR de  "sem vergonha"  e afirmou que tinha de "bater" em Gurgel para ele não se animar a investigá-lo. Isso é gente da pior espécie, é a escória, agem como bandidos perigosos, dissimulados. Lugar de bandido é na cadeia.
Jussara Seixas

Fidel Castro: O que Obama sabe

O artigo mais devastador que vi nesta época na América Latina, foi escrito por Renan Vega Cantor, professor da Universidade Pedagógica Nacional de Bogotá e publicado 3 dias no site Rebellion, intitulado "Ecos da Cimeira Américas ". é breve e não deve fazer atualizações, os estudiosos podem procurar no lugar certo. Em mais de uma ocasião eu mencionei o negócio infame que os EUA impuseram em países da América Latina e no Caribe para criar a OEA, na reunião de chanceleres, realizada em Bogotá, no mês de abril de 1948, na época, por acaso, eu estava lá promovendo uma conferência latino-americana dos alunos, os objectivos fundamentais da luta contra as colônias Europa e da sangrenta tirania imposta pelos Estados Unidos neste hemisfério. Um dos líderes mais brilhantes políticos da Colômbia, Jorge Gaitan, que se juntou à força crescente setores mais progressistas da Colômbia que se opunham ao monstro Yankee cuja vitória próxima eleição sem dúvida, ofereceu seu apoio ao congresso estudantil. Ele foi traiçoeiramente assassinado. Sua morte desencadeou a rebelião que manteve durante mais de meio século. lutas sociais têm arrastado ao longo de milênios, como seres humanos, por meio da guerra eliminados do excedente de produção para atender às necessidades essenciais da vidas. Como é sabido os anos de escravidão física, a forma mais brutal de exploração, foram estendidas em alguns países até há pouco mais de um século, como no nosso próprio país na fase final do poder colonial espanhol. Nos próprios Estados EUA escravidão Africano de descida continuou até a presidência de Abraham Lincoln. A abolição desta forma brutal de exploração veio apenas 30 anos mais cedo do que em Cuba. Martin Luther King sonhou com a igualdade dos negros nos Estados Unidos até há 44 anos atrás, quando ele foi vilmente assassinado em abril de 1968. Nossa época é caracterizada pelo rápido progresso da ciência e da tecnologia. Quer ou não consciência disso, é o que determina o futuro da humanidade, é uma fase inteiramente nova. A verdadeira luta de nossa espécie para sua própria sobrevivência é o que prevalece em todos os cantos do mundo globalizado. Para o momento, todos os latino-americanos e, especialmente, o nosso país, será afetada pelo processo que ocorre na Venezuela, casa do Libertador da América. Não preciso repetir o que você sabe: os estreitos laços de nosso povo com o povo da Venezuela, Hugo Chávez, promotor da Revolução Bolivariana, e do Partido Socialista Unido criado por ele. Uma das primeiras atividades promovidas pela Revolução Bolivariana foi a cooperação médica de Cuba, um campo em que nosso país ganhou prestígio especial, hoje reconhecido pela opinião pública internacional. Milhares de centros equipados com equipamentos de alta tecnologia oferecendo indústria global especializada, foram criados pelo governo bolivariano para conhecer o seu povo. Chávez, por seu lado não escolheu caras clínicas particulares para atender a sua própria saúde, colocar isso nas mãos dos serviços médicos oferecidos aos seus cidadãos. Nossos médicos também dedicou parte de seu tempo à formação de médicos venezuelanos em salas de aula devidamente equipadas pelo governo para a tarefa. O povo venezuelano, independentemente do seu rendimento pessoal, começou a receber serviços especializados dos nossos médicos, colocando-o entre os melhores cuidados para o mundo e seus indicadores de saúde começou a melhorar visivelmente. presidente Obama sabe disso perfeitamente e discutiu com qualquer de seus visitantes. Um deles disse francamente: "O problema é que os Estados Unidos e Cuba envia tropas, no entanto, envia médicos." Chavez, um líder, que em doze anos sem um momento de repouso e com uma vontade de ferro viu, no entanto, afectado por uma doença inesperada, descoberta e tratada pelas mesmas pessoas que frequentam ele, não foi facilmente persuadido da necessidade de se prestar a máxima atenção à sua própria saúde. Desde então, com conduta exemplar, foi rigorosamente cumprido as medidas pertinentes, sem negligenciar seus deveres como chefe de Estado e líder do país. Atrevo-me a descrever a sua atitude como heróico e disciplinada. Em sua mente não se afaste, nem um minuto, as suas funções, às vezes até a exaustão. Posso garantir isso porque eu não deixaram de ter contato e conversar com ele. Sua inteligência fértil continuou a dedicar-se a estudar e analisar os problemas do país. Divertido com a baixeza e as calúnias dos porta-vozes da oligarquia e do império. Eu nunca ouvi insulto ou maldade falar de seus inimigos. Não é o seu idioma. O inimigo sabe bordas de seu caráter e multiplicar os seus esforços para caluniar e atingiu o presidente Chávez. Pela minha parte não tenho qualquer hesitação em afirmar minha humilde opinião âöemanada mais de meio século de luchaâö que a oligarquia nunca poderia governar este país novamente. É, portanto, preocupante que o governo dos EUA decidiu, em tais circunstâncias defender a derrubada do governo bolivariano. Por outro lado, insistem que a campanha de difamação na liderança de topo do Governo Bolivariano, há uma luta desesperada para a tomada do comando do governo revolucionário, se o Presidente não consegue superar sua doença, é uma mentira grosseira. Pelo contrário, eu encontrei o mais próximo da unidade da liderança da Revolução Bolivariana. Um erro de Obama, em tais circunstâncias pode causar um rio de sangue na Venezuela. Venezuela sangue, é sangue Equador, Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Uruguai, América Central, República Dominicana e Cuba. deve a partir deste fato, ao analisar a situação política na Venezuela. Você entende por que o hino dos trabalhadores chama mudar o mundo em colapso dominação burguesa? Fidel Castro Ruz 27 de abril de 2012 7 e 59 pm


sexta-feira, 27 de abril de 2012

BRASIL - UM PAÍS SEM MEMÓRIA - EX-VICE PRESIDENTE JOSÉ ALENCAR

E OS JUROS FINALMENTE BAIXARAM NO BRASIL


Por uma falha imperdoável, registrei em minhas anotações que o falecimento de José Alencar ocorreu em 29 de abril de 2011. Hoje, preparando a matéria para publicar no próximo Domingo, me dei conta que de fato o  ex-vice -presidente de Lula, empresário, político mineiro fez a sua passagem em 29 de março de 2011.

Interessante que não vi uma única nota sobre o fato na "grande imprensa". POR SUA PARTICIPAÇÃO NO CENÁRIO DA HISTÓRIA DO BRASIL, José Alencar merecia ser lembrado, seja pelo exemplo de coragem no enfrentamento da doença, contra a qual lutou com um sorriso nos lábios, seja por sua postura de reconhecer que, a saúde pública no Brasil não oferece aos brasileiros que dela precisam, as condições satisfatórias para seu tratamento.

Mas, pouco lembrado nesse um ano de sua "morte", o governo Dilma Rousseff acabou por lhe dar um belo presente, um galardão. José Alencar SEMPRE DISSE QUE AS TAXAS DE JUROS PRATICADAS NO BRASIL ERAM ABSURDAS, UMA AFRONTA. Coincidentemente assistimos a uma queda consistente da TAXA SELIC, o governo se mexendo para criar as condições necessárias para que o país tenha essas taxas em níveis normais, e principalmente enquadrando a BANCA DE AGIOTAS LEGALIZADOS, que acabaram por ceder e reduziram as taxas escorchantes que praticam para os seus clientes.

Ainda que tardiamente, fica aqui o meu registro de serena saudade desse que foi o melhor vice-presidente, o mais amigo e companheiro que um presidente (LULA) já teve. Dilma, coitada, tem um que é uma TEMERIDADE.

Saudoso ZÉ ALENCAR - Os juros no Brasil estão caindo, a sua luta não foi em vão.

Eles produzem IPhones e IPads e ameaçam se jogar do prédio na China e entrar em greve no Brasil. Apple vai bem, obrigado

Os produtos da Apple são os mais caros em seus segmentos. Mas os consumidores parecem não estar nem aí para o preço. Querem a qualidade, o glamour, seja lá o que for relacionados aos produtos da marca. Pagam o preço que for, e fazem fila.

No entanto, a Apple - na contramão de seus clientes - exige preço baixo de seus fornecedores. O maior de todos, a Foxconn, com milhões de empregados pelo mundo, vive enfrentando problemas com seus funcionários para atender a demanda da maçã.

A barra é tão pesada que uma fábrica de Ipad, Ipod e Iphone na China incluiria cláusula antissuicídio no contrato de trabalho.

Um repórter da rede de TV estadunidense ABC conseguiu imagens do interior de fábrica de produtos da Apple na China, mostrando o lado podre da maçã.

Na época da reportagem, Tim Cook - o sucessor de Steve Jobs - enviou e-mail a todos os seus empregados, onde defende os valores da empresa e afirma a preocupação da Apple com cada um dos elos da cadeia de produção:


"A nosotros nos definen nuestros valores. Desafortunadamente algunas personas están cuestionando los valores de Apple hoy en día... Nosotros valoramos a cada trabajador en nuestra cadena de suministro global...Cualquier insinuación de que no nos interesa es claramente falsa y ofensiva para nosotros".


No entanto, parece que nada mudou na China. Pior, a unidade da Foxconn no Brasil estaria com problemas semelhantes. Em Jundiaí, cerca de 2,5 mil trabalhadores da Foxconn podem entrar em greve a partir de 3 de maio.

Na China, a coisa está ainda pior: Trabalhadores da Foxconn ameaçam pular de edifício em protesto por salários.

Não estaria na hora dos consumidores da Apple exigirem da empresa que a qualidade dos produtos que consomem se estenda aos trabalhadores que os produzem?


Mortalidade infantil cai quase pela metade em dez anos, constata IBGE

Isabela Vieira

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Dados divulgados hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a mortalidade infantil caiu quase pela metade entre 2000 e 2010.

Os resultados gerais da Amostra do Censo 2010 constatam que o número de óbitos de crianças menores de 1 ano passou de 29,7 para 15,6 em cada mil nascidas vivas, uma queda de 47,6%.

Entre as regiões do país, o Nordeste registra a queda mais expressiva da mortalidade infantil. No período, o índice passou de 44,7 para 18,5 óbitos para cada mil crianças. Porém, ainda é o nível mais alto no país. O menor índice é o do Sul, de 12,6 mortes.

De acordo com a pesquisa, os principais fatores responsáveis pela queda do indicador são as políticas de medicina preventiva, curativa, saneamento básico, programas de saúde materna e infantil, além da valorização do salário mínimo e dos programas de transferência de renda.

O IBGE também destaca que a queda da mortalidade infantil está ligada ao aumento da escolaridade materna e à diminuição do número de filhos por mulher, observada desde a década de 1960. Entre 2000 e 2010, a taxa de fecundidade registrou queda e passou de 2,38 crianças por mãe para 1,9. A menor taxa é a do Sudeste (1,7 filho por mulher) e a maior, no Norte, 2,47.

Segundo o órgão, dessa forma, a taxa de fecundidade no Brasil está abaixo do chamado nível de reposição (2,1 filhos por mulher), que garante substituição das gerações na população.

Navalha
Clique aqui para ver a mais recente versão da tabelinha “FHC corta os pulsos: a comparação de oito anos de sombra com nove anos de sol”.

Paulo Henrique Amorim
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Embraer pode desisitir de vender Super-Tucano aos EUA

Processo pouco transparente poderá cancelar venda da aeronave nos EUA. Política interna contribui.

A fabricante brasileira Embraer, uma das maiores empresas do setor aeroespacial do mundo, teme que na concorrência para o fornecimento de 20 aeronave de apoio de combate aproximado para as forças armadas norte-americanas, que deveriam ser utilizados no Afeganistão, «as cartas estejam viciadas».
A empresa brasileira considera se retirar do processo de seleção, por considerar que existem indícios de que o processo de escolha não será límpido nem imparcial.

Toda a questão está relacionada com o cancelamento da compra, após todos os testes teresm sido efetuados e a aeronave brasileira declarada vencedora.
Os lobbies da Beechcraft, pressionaram os políticos americanos, dizendo que o governo americano estava comprando aviões de uma empres brasileira, quando sua concorrente americana estava em dificuldades financeiras, ameaçando colocar milhares de trabalhadores no desemprego.

A politica do presidente Obama e a de seus concorrentes republicanos tem apontado no sentido de criar empregos no país e de impedir que mais postos de trabalho desapareçam. A brevidade das eleições presidenciais nos EUA também potencializam essas questões.

Tentativa

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A perversa política dos Estados Unidos contra o Irã



Por Anna Malm/direto de Estocolmo*
Grupos de ataque dos Estados Unidos podem estar carregando mais do que 430 mísses tipo Tomahawk nas proximidades do Irã, mísseis esses dos quais vimos muitos quando da guerra contra o Iraque.

Os Estados Unidos tem muitas explicações para os movimentos de sua armada, constituida de porta-aviões, submarinos, jets, drones e tudo o mais nas proximidades do Irã, ou seja nas águas do Golfo Pérsico. No entanto, nehuma me pareceu digna de uma consideração mais profunda porque a milhas de distância elas me cheiravam mais a fraude, mentiras e maquinações diabólicas do que qualquer outra coisa.

Antes de ter lido a respeito dos abomináveis mísseis Tomahawks nas águas do Golfo Pérsico, tinha lido um artigo de Stephen Gowans que me impressionou pela sua franqueza e perspicácia. [1]

A política econômica do Irã apresenta algumas restrições em relação à investimentos estrangeiros em áreas de interesse estratégico para o país, confiando, quanto a essas áreas, mais na capacidade do estado de manter um contrôle regulativo sobre indústrias chaves do país, do que nas indústrias das transnacionais, ou outras
industrias particulares, trabalhando no regime de maximização dos lucros para a própria companhia.

Stephen Gowans ressalta que isso é um pecado capital para as elites industriais financeiras dos Estados Unidos que dependem do livre acesso as fontes de oportunidade para maximização de seus lucros e proveitos econômicos, e isso numa escala realmente global. Considerando-se que a indústria petrolífera é de central
importância no Irã temos então o que Stephen Gowans argumenta a seguir:

- Uma vez que banqueiros, investidores, diretores, presidentes e advogados das grandes corporações ocupam postos chaves no governo americano, e uma vez que eles financiam assim como contribuem para a formulação da política que favorecerá essas mesmas elites, pode-se concluir tranquilamente que o ponto principal do programa será o de assegurar os lucros dos acima mencionados, assim como com os com eles colaborando.

Aqui a lista fica comprida por que ela inclue toda a ramificação da magnífica teia de aranha que compõe o sistema estrutural americano, donde não devemos esquecer de mencionar, neste contexto, o complexo industrial-militar servido por ou entrelaçado com a Casa Branca e o Pentágono. Infelizmente é pura verdade. Iraque e Líbia dão a consequêcia concreta do quadro aqui apresentado.

Stephen Gowans também aponta para o fato que esta simbióse, ou seja esta dependência mútua entre o complexo financeiro-industrial assim como com a sua ramificação militar, inclue outras consequências negativas.

Ressalta então entre elas a exigência de condições para trabalho de pagamento pobre, de trabalho infantil, de não subsídios para bens de consumo básico, de uma deslocação da distribuição dos bens favorecendo as elites, assim como a exigência de uma privatização dos serviços de saúde e de muitas outras coisas que sempre deverão garantir que o trabalhador se mantenha na pior. À República do Irã estão impondo sanções para que seu povo fique tão pobre, assim como venha a ter uma vida tão curta e incerta como é o caso para os trabalhadores no ocidente.

Os interesses financeiros envolvidos não tem intenção de deixar que a República Islâmica do Irã continue a constituir uma alternativa social-econômica viável as maquinações degeneradas de Washington no Oriente Médio. Eles não tem intenção de deixar que um sistema econômico baseado no sentido de justiça islâmico venha a por fim a seus lucros descabidos e indevido estrangulamento de toda a região.

Como se tentar dobrar uma população de 70.000.000 de habitantes via sanções cruéis não bastasse estão agora rodeando com um arsenal que melhor se descreveria como apocalíptico.

Nesse Arsenal de porta aviões, submarinos nucleares, jatos de ataque e toda essa infernália aida temos os 340 Tomahawks.

Para uma avaliação mais detalhada do ameaçador grupo bélico localizado no Golfo Pérsico veja em [2].

Referências e Notas
*Anna Malm é correspondente de Irã News na Europa
[1] Stephen Gowans, “What´s Left: The United State´s Barbarous Policy on Iran” em http://gowans.wordpress.com e em www.globalresearch.ca em 2012-04-15
[2] News- em www.strategic-culture.org - Strategic Culture Foundation. 2012-04-21



Fonte: IraNews
Imagem: Google
Cotas Raciais são aprovadas

Será que ele não estudou porque não quis ? (Candido Portinari)
Saiu no UOL :
Maioria dos ministros do STF vota a favor de cotas raciais em universidades públicas


A maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) votou nesta quinta-feira (26) a favor das cotas raciais em universidades públicas. Com o voto de Gilmar Mendes, o placar já está em 7×0. Ele se juntou aos votos dos ministros Cezar Peluso, Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia, Rosa Weber e Luiz Fux. Os seis acompanharam a opinião do relator do processo, ministro Ricardo Lewandowski, que se disse ontem (25) a favor da constitucionalidade da medida.


No entanto, ainda não é possível dizer que a questão está decidida, já que os ministros podem alterar seus votos até o final da sessão. Mais quatro ainda têm direito a voto. O ministro Dias Tóffoli não participa do julgamento, já que, quando era advogado-geral da União, deu parecer favorável às cotas.

Votos dos ministros

Para Cezar Peluso, as políticas de ações afirmativas precisam ser aplicadas de olho no futuro. “Essas políticas públicas estão voltadas ao futuro. Elas não compensam [atitudes anteriores]. Elas estão atuando sobre a realidade de uma injustiça”, afirmou.

Joaquim Barbosa, o único ministro negro da Corte, votou brevemente, seguindo a posição do relator. “Meus pontos de vista sobre a matéria [a favor das cotas] são mais do que conhecidos. Já publiquei há onze anos uma obra sobre o tema”, disse.

Rosa Weber seguiu, “na íntegra”, o voto de Lewandowski e usou a disparidade social brasileira para justificar sua opinião. “O fato é que a disparidade racial é flagrante na sociedade brasileira. A pobreza tem cor no Brasil: negra, mestiça, amarela”, disse. “O sistema de cotas visa oportunizar aos negros, no caso a UnB, o acesso à universidade brasileira. Assim, as razões se inclinam para manutenção do sistema.”

Luiz Fux, professor da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), instituição que adota política de cotas para negros, disse que recebeu uma carta de alunos da instituição defendendo as ações afirmativas. “Uma coisa é não fazer. Outra coisa é fazer. Uma coisa é vetar a discriminação. Outra coisa é implementar políticas que levam à integração política e social do afrodescendente, diante dessas ações afirmativas e dessa integração acadêmica”, afirmou Fux.
Ações

Uma das ações sobre as cotas raciais em universidades foi impetrada pelo DEM em setembro de 2009, pedindo a suspensão delas na UnB (Universidade de Brasília). Na ação, o partido afirma que esse tipo de reserva de vaga fere a dignidade da pessoa humana, o preconceito de cor e a discriminação e afeta o próprio combate ao racismo.

Na época, o STF negou uma liminar para cancelar a adoção das cotas na universidade.

A ela, se junta o recurso de um estudante do Rio Grande do Sul que não teria sido aprovado para administração na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Segundo ele, outros candidatos com notas menores que as dele, beneficiados pelo sistema de cotas, ingressaram no curso.
Voto do relator

“Qualquer critério adotado colocará candidatos em vantagem e desvantagem, porém é preciso observar o ganho para a sociedade como um todo”, afirmou Lewandowski. “A política de reserva de vagas não é de nenhum modo estranha à Constituição.”

Para o ministro, as cotas precisam ter características “transitórias”, com tempo de duração limitado. “[Seja pelo] Tempo necessário para que se alcance a isonomia e a justiça material”, disse. Lewandowski diz que reconhece, na política de cotas da UnB, a característica de transitoriedade -já que o processo passa por uma revisão a cada dez anos- e que os métodos de seleção na instituição são “eficazes”.

Antes, a vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, também havia se posicionado favoravelmente às cotas.
Prouni

Nesta mesma sessão, o plenário do Supremo pode continuar a julgar uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade), impetrada por DEM, Confenem (Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino) e Fenafisp (Federação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social), que questiona os critérios de seleção (raciais e sociais) do Prouni.

A análise começou em abril de 2008, mas um pedido de vista do ministro Joaquim Barbosa interrompeu o julgamento. O relator do processo é o atual presidente do STF, Ayres Britto.

Em 2010, durante as eleições presidenciais, a então candidata do PT, Dilma Rousseff, e o candidato do PSDB, José Serra, trocaram farpas sobre a ação do DEM contra o Prouni.

Contraponto 7979 - "Jogar Lula contra Dilma é perder tempo"

26/04/2012

Jogar Lula contra Dilma é perder tempo
Do Blog do Kotscho - 26/04/2012
lula dilma Jogar Lula contra Dilma é perder tempo
BRASÍLIA _ Conversei com a presidente Dilma e o ex-presidente Lula antes e depois da grande festa de lançamento do documentário Pela Primeira Vez, de Ricardo Sutckert (sobre o qual já escrevi neste blog), que narra a despedida do primeiro presidente operário e a posse da primeira mulher presidente, na noite de quarta-feira, no Museu Nacional, em Brasília.
Os dois vieram juntos no mesmo carro, com mais de uma hora de atraso, mas não pareciam preocupados em chegar logo à sala superlotada onde foi exibido o filme, o primeiro produzido no Brasil em 3D. Pararam várias vezes no caminho para conversar e tirar fotos.
Depois de um longo almoço no Palácio da Alvorada, que foi até o final da tarde, do qual participaram os ministros Aloizio Mercadante e Gilberto Carvalho, amigos de ambos, Dilma e Lula chegaram sorridentes e tranquilos ao lançamento do filme de Stuckinha, como é chamado, enquanto o Congresso Nacional fervia com o início da CPI do Cachoeira e a votação do Código Florestal.
São dois mundos diferentes e eles sabem que seus papéis hoje são diferentes: o político, que agita os parlamentares e líderes partidários, caso de Lula, e o econômico, que ocupa a maior parte do tempo de Dilma, mais voltada para a administração do País.
Acima de tudo, porém, à parte os acidentes de percurso do dia a dia da política, o que os une é um projeto político comum e uma profunda admiração mútua, uma identidade de alma que se manifesta na continuidade do governo do PT, que está completando dez anos de Palácio do Planalto.
Emocionado com as cenas do filme que mostram o dia da vitória dos dois, Lula se empolga e fala para Dilma que se o partido não fizer nenhuma grande besteira, o PT vai governar até 2020, quando o Brasil será um país completamente diferente. Animados, eles fazem planos para o futuro.
Lula fica com lágrimas nos olhos quando lhe pergunto qual foi a cena do filme que mais o emocionou. Na verdade, foram duas cenas: o momento em que passa a faixa presidencial para Dilma, "um símbolo da nossa vitória", e a sua conversa com José Alencar no hospital, quando voltou a São Paulo logo após transmitir o cargo, em que os dois fizeram um balanço dos oito anos de governo.
Numa sala reservada, onde encontraram ministros de Dilma e ex-ministros e colaboradores do governo Lula, a presidente e o ex-presidente lembraram- se do seu encontro no Palácio da Alvorada, logo após o anúncio da vitória, em outubro de 2010.
Ainda não tinha caído a ficha da presidente eleita, como ela lembra, com bom humor, porque nunca antes (como Lula costuma dizer), havia sequer sonhado com este cargo."Este plano era teu, não meu...".
Lula brinca ao contar que Dilma foi a última a saber que ela era sua candidata na sucessão. Ao longo de muito tempo, o então presidente foi costurando a candidatura de Dilma meio na surdina, sem falar com a própria, para evitar qualquer disputa interna no partido e temer que ela não gostasse da ideia.
Desde meados de 2005, ainda no primeiro mandato, quando Lula me falou pela primeira vez no nome de Dilma, que tinha assumido pouco tempo antes a chefia da Casa Civil, Lula demonstrava com palavras, olhares e gestos quem seria a sua indicada para disputar a sucessão.
É assim que eles se entendem até hoje e, por isso, perdem seu tempo os que todos os dias tentam jogar um contra o outro _ a última esperança de largos setores da imprensa e da minguada oposição para conter a hegemonia petista.
Talvez não saibam os que defendem o governo Dilma para desconstruir o governo Lula que o ex-presidente e sua sucessora fizeram um trato para evitar intrigas. No comecinho do governo, eles combinaram que conversariam pessoalmente a cada 15 dias, fora os frequentes telefonemas entre Brasília e São Bernardo do Campo.
Ainda na última sexta-feira, os dois conversaram longamente na sede da Presidência da República em São Paulo, e assim não fazia muito sentido a questão levantada pelos repórteres perguntando se a conversa do almoço tinha servido para eles "acertarem os ponteiros", como se eles estivessem em conflito.
Depois de três meses sem vir a Brasília, em função do tratamento do câncer na laringe, Lula mostrou que continua afiado ao enfrentar a selva de câmeras e microfones que seguiram os dois até suas cadeiras reservadas na sala de projeção, lembrando a chegada de algum ídolo de rock.
"Nosso relógio é suíço. Jamais ele vai ter de atrasar ou adiantar. Nunca temos de acertar os ponteiros", respondeu Lula, segundo os jornais desta quinta-feira, já que eu não consegui ouvir nada no meio da confusão.
A confiança de Dilma em Lula e vice-versa é tanta que nem mesmo as diferentes posturas de cada um diante do comportamento da imprensa _ a presidente procurando ser mais conciliadora, e o ex-presidente sempre mais crítico sobre o que é publicado _ será capaz de criar atrito entre eles.
O ambiente estava tão bom que até resolvi fazer uma brincadeira com a presidente Dilma, que há muito tempo não via tão à vontade:
_ A tua aprovação nas pesquisas já está ficando maior do que a minha na família...
_ Por quê? Teu ibope anda tão baixo assim em casa?
Aparentemente de personalidades tão diferentes, os dois têm alguns hábitos comuns, como reparei ao me despedir: eles pegam nas mãos do interlocutor, perguntam da família e mandam lembranças para todos. A vida, afinal, não é feita só de política e economia. No caso desses dois, as pessoas são mais importantes.